Por Ivone Lima - Em mais de uma ocasião, me ofereceram o vinho da
ilusão para saborear o pleito que toma às ruas a partir da próxima semana, com
a chegada dos carros de som, santinhos, praguinhas e as músicas dos candidatos
que azucrinam e divertem o povo com a mesma intensidade. Recusei. Porque ao
jornalista cumpre não confrontar a realidade.
O entusiasmo de Raimundo Caires Rocha
(PSB), que se empenha diariamente em tomar lideranças para si, deixa evidente
que o ex-prefeito não jogará a toalha quando setembro chegar, o que anima e
alivia o grupo da situação, liderando por Anilton Bastos Pereira (PDT), na
mesma medida que preocupa seu concorrente na oposição, o ex-prefeito Paulo de
Deus (PMDB).
Em conversas reservadas, o grupo do
candidato Luiz de Deus (PSD) temia que Raimundo pudesse formar a união das
oposições, como ainda defende abertamente o deputado federal Mário Júnior (PP).
Porém, ao assistirem a entrada virulenta de Caires, principalmente nos redutos
do adversário, se tranqüilizaram.
Mário Júnior, por seu turno, defende
a lógica. Sem a união das oposições, nenhum candidato, dada às condições que o
município apresenta, tira a prefeitura de Paulo Afonso das mãos de Luiz de
Deus. Quem diz o contrário, delira, e se muitos dizem, trata-se de um delírio
coletivo.
Digam-se cá: são três ex-prefeitos no
páreo, um deles com a máquina poderosa nas mãos a quem toda demanda, ou quase
todas são atendidas de última hora, o eleitor do jeito que sabemos:
desacreditados, e do outro lado, dois ex-prefeitos disputando o mesmo espaço.
Raimundo até o momento não avança no terreno de Anilton. É batata!
O inexplicável sabor da ilusão embriaga
os ouvidos de Raimundo Caires que segue pavimentando o caminho para tornar mais
fácil a chegada de Luiz de Deus. Resta ao PMDB e ao PP, colocar água no vinho
de Caires para ver se ele desperta, ou bye bye prefeitura de Paulo Afonso.
*Ivone Lima é jornalista

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