Mês passado o juiz federal João
Paulo Pirôpo de Abreu, após ocupação da área do antigo DNER, próxima a ponte
metálica, pela tribo Kariri Xocó, decidiu pela reintegração de posse à empresa
UZI Construtora. A empresa com sede em São José dos Campos, interior de São
Paulo apresentou uma escritura de posse da área pertencente a união ocupada
pelos Kariri Xocó. Segundo explicou o juiz, o aviso
da reintegração à empresa foi comunicado aos índios em novembro do ano passado.
O despejo da comunidade estava programado para acontecer na quinta-feira, dia
30. A CHESF inclusive foi incumbida pela Justiça Federal de fornecer os
tratores para destruir moradias, casa de reza e roças.
Porém uma liminar vinda de
Brasília tranquilizou os índios, que de acordo com seu Pajé, as terras
pertencem a seus ancestrais. “Essa liminar estar a nosso favor e vamos
continuar aqui, porque já plantamos nossas coisas, aqui tem grávidas, idosas,
crianças e nós não podemos deixar tudo isso aqui dessa forma” Disse o Pajé. A
liminar não é definitiva
A decisão da Justiça Federal
gerou profunda indignação de povos e organizações indígenas, entidades e
movimentos sociais. Um trecho da nota sentencia: A decisão da Justiça Federal pela
reintegração de posse de área retomada pelos Kariri Xocó de Paulo Afonso (BA),
na base das cachoeiras sagradas dos povos indígenas do rio São Francisco,
silenciadas pelo complexo hidrelétrico construídos na década de 1950, gerou
profunda indignação de povos e organizações indígenas, entidades e movimentos
sociais.
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