No mesmo depoimento em que o senador Aécio Neves
(PSDB-MG) foi mencionado por suposto recebimento de R$ 300 mil a mando
do doleiro Alberto Youssef – o senador nega –, o delator Carlos
Alexandre de Souza Rocha, o "Ceará", citou supostos valores repassados
aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e
Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ao tratar do pagamento de propina a
deputados do PP, Rocha afirmou que Yousseff usava a expressão "mensalão
do PP" e dizia que os valores eram repassados para manter o partido na
base do governo. No depoimento, ele cita pagamentos ao deputado Nelson
Meurer (PP-PR) e Mário Negromonte.
Rocha disse que Youssef comentava que, entre os
políticos, Negromonte era "o mais achacador" e que teria perdido o cargo
de ministro das Cidades, em 2012, "porque não estava 'fazendo caixa'
para o Partido Progressista [PP], uma vez que estaria 'roubando apenas
para ele próprio'". Segundo Rocha, Youssef disse ter repassado R$ 5
milhões a Mário Negromonte na campanha de 2010.
Ele declarou, ainda, que, em 2010, fez "umas
quatro" entregas de dinheiro em espécie, no valor de R$ 300 mil, em um
apartamento funcional na quadra 311 Sul, em Brasília, mas que não sabia
quem era o morador. Nas vezes em que esteve lá, estavam presentes os
ex-deputados João Pizzolatti, Mário Negromonte, Pedro Corrêa e outros
parlamentares que disse não ter reconhecido.
Explicação do Ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP)
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