Terrenos e imóveis pertencentes à
CHESF desde de algum tempo vêm sendo colocados à venda, sendo o prédio onde
funcionava o Grande Hotel, o imóvel mais caro dos lotes até então
disponibilizados. A mais nova oferta é uma área localizada nas proximidades da
antiga escolinha. O que intriga é que nenhum vereador de Paulo Afonso atentou
para esse verdadeiro desmanche que CHESF vem proporcionando pelas beiradas. Prédios
como o antigo restaurante da CHESF, terrenos ao longo do canal das lavadeiras, e
tantos outras foram vendidos (sic) não se sabe quase os critérios ou invadidos
por empresas que gozam do privilégio de não terem sido incomodadas pela direção
da empresa em Paulo Afonso.
O maior leilão de terrenos
patrocinado pela CHESF foi realizado à época em que o Administrador da CHESF em
Paulo Afonso, era Djair Brindeiro. A escolha não foi por acaso. Logo vem à tona
o conceito de exceção aplicado pelo então administrador da CHESF que inclusive insinuam,
teria beneficiado particulares em detrimento do interesse público, ignorando a
memória da cidade e as legislações urbanísticas. A CHESF que construiu tudo,
agora se desfaz do patrimônio histórico e cultural da cidade. Ainda há tempo
para que a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso imponha seu papel de Casa do
povo e ao invés de requerimentos pedindo a troca de lâmpadas e quebra-molas, vá
ouvir a cidade. Ela fala através de suas múltiplas manifestações, de suas lutas
e conflitos. Se perderem tempo, Paulo Afonso vai terminar apenas sendo uma
cidade boa de viver e nada mais.
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