segunda-feira, 18 de julho de 2016

Moradias precárias e sinais de descaso em Santa Brígida



Uma triste realidade ainda é vivida por famílias de regiões próximas que moram em casebres conhecidos como “casa de taipa” e, muito embora o termo já tenha adornado letras de músicas nordestinas, o tradicional forró pé-de-serra, na vida real não passa de um pesadelo, ou melhor, o sonho da moradia digna que não se realiza.
Exemplo disso se encontra no município de Santa Brígida, mais precisamente no povoado Vicente. A moradora é uma mulher conhecida como Dona Biza, que é mãe e durante muito tempo vive à espera da realização de promessas eleitoreiras que a embalaram num sonho até então distante de se tornar realidade.
Segundo relatos de moradores daquela região, o atual prefeito do município prometeu publicamente em suas andanças nas eleições de 2012, que não somente a casa de dona Biza, como também todas as outras casas de taipa seriam erradicadas, substituindo-as por casas de alvenaria. O tempo passou, lá se foram quase quatro anos e nada foi feito.
O que mais chama a atenção para o descaso do governo municipal, é que já existem programas do Governo Federal para a erradicação das casas de taipa, entre eles o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), para acabar de uma vez por todas com esse tipo de moradia, suscetíveis à proliferação do inseto Barbeiro, transmissor da doença de chagas, que se hospeda nas paredes feitas de barro, mas nem por inclusão em um dos programas e nem por iniciativa própria (recursos próprios), a atual gestão assistiu como convém, esta senhora e outros moradores que vivem em situação semelhante.
Não fosse a iniciativa privada, dona Biza estaria à mercê da sorte. Recentemente surgiu nas redes sociais uma campanha em prol da construção de uma nova moradia para ela, que traz em seu conteúdo o seguinte texto: ... uma senhora que sempre foi batalhadora, mora sozinha com seu filho em uma casa precária. Ela procurou o grupo DM pedindo ajuda em material de construção e nós conseguimos outra forma de ajudar, com prêmios para fazer um bingo beneficente, o dinheiro arrecadado vai ser em prol da construção da casa dela.
É relevante frisar que o grupo DM está investindo no município de Santa Brígida com a construção de uma fábrica de laticínios, obra que está beneficiando dezenas de pessoas e ainda deve gerar muitos outros empregos.
A pergunta que fica para refletirmos é: até quando a população mais carente vai conviver com esse tipo de política?



*Por:  Redação
redacao@ozildoalves.com.br

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