Um aposentado foi vítima de
tentativa em um novo golpe telefônico, em Paulo Afonso (BA). O golpista
ofereceu à vítima uma grande quantidade em dinheiro que seriam referentes às
perdas do Plano Collor. Só que para conseguir o dinheiro, o aposentado deveria
depositar quase R$ 1.600 reais em uma conta bancária.
Se fazendo passar por agentes do
Conselho da Previdência Social, estelionatários ligam para as casas das
pessoas, geralmente aposentados, na tentativa de que paguem para receber
resíduos do Plano Collor - plano econômico que confiscou a poupança. Trata-se
do mais novo golpe que estão aplicando em Paulo Afonso, as vítimas relatam suas
histórias mas preferem não se identificar.
Com um discurso convincente, o
estelionatário diz que para a vítima receber é preciso pagar uma determinada
quantia, entre R$ 500 e R$ 1.600 em uma casa lotérica para que o resíduo seja
liberado. O golpe é concluído quando a vítima realiza o pagamento indicado
pelos golpistas na lotérica. Depois deste pagamento, não há mais contato dos
golpistas com a vítima.
Na maioria dos casos, os crimes
são praticados porque o fraudador, conseguiu obter informações pessoais do
próprio segurado se identificando como funcionário do INSS.
Quando a vítima cai no golpe, é
direcionada para fazer um depósito bancário, como adiantamento de honorários
“pelo serviço a ser prestado”, e depois fica aguardando por um aviso, em sua
residência, que nunca chegará, sobre o valor do dinheiro que teria direito de
receber.
Os criminosos estão, mais uma
vez, agindo usando o nome do INSS e da Justiça para aplicar golpes e as
vítimas, geralmente pessoas idosas e ingênuas, acabam caindo no mesmo, pensando
que possuem valores a receber. E alertamos: isso é apenas mais um golpe. Não
caiam, pois, esse tipo de contato por telefone não faz parte da rotina da
Previdência e nem da Justiça.
Sugerimos que os segurados
contatados informem à Polícia e à Ouvidoria da Previdência Social, por meio da
Central Telefônica ‘135’. As promessas de dinheiro fácil ocorrem em todo o
Brasil e tem muita gente que cai. Muitas das vítimas não denunciam por
vergonha.
*JOSÉ LUIZ NETO. É
advogado
Militante do
Escritório Luiz Neto
Advogados Associados
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