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| Vereador Pedro Macário Neto (PP) |
Uma proposta do Gabinete do
vereador Pedro Macário (PP), deverá ser encaminhada a apreciação da Câmara Municipal
(CMPA) e em seguida submetida à Prefeitura, propondo que seja criado o Projeto
Maria da Penha nas escolas da rede municipal. Em um trecho da proposta, o parlamentar sugere
que seja elaborado um material didático com o nome do projeto e que nele seja
abordado de maneira lúdica a questão da violência doméstica sofrida pelas
mulheres junto a estudantes da rede pública municipal de ensino.
Segundo a proposta do vereador, o
projeto deverá alcançar as escolas da rede municipal com o objetivo de
despertar nos estudantes o interesse sobre as questões ligadas aos direitos
humanos, especialmente as que envolvam o combate à violência contra a mulher.
“Nossa proposta apoia-se na crença, cada vez mais firme, de que a escola é o
lugar capaz de fazer a diferença no combate a todas as formas de violência
praticadas. A educação é o caminho para as melhorias em nossa sociedade”,
finalizou Macário.
‘Maria da Penha’
Maria da Penha Maia Fernandes –
nasceu em Fortaleza (CE) em 1945 – é uma farmacêutica brasileira que lutou para
que seu agressor viesse a ser condenado. Com 70 anos e três filhas, hoje ela é
líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da
violência doméstica.
Em 7 de agosto de 2006, foi
sancionada pelo então presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a “Lei
Maria da Penha”, na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a
mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.
Em 1983, o marido de Maria da
Penha, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la
duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou
eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica.
Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão.
Ainda nas justificativas, o
vereador Pedro Macário destaca que “a adoção da proposta na rede municipal de
ensino contribuirá para a redução dos altos índices de crimes contra a mulher”.

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