As tarifas dos serviços postais e telegráficos, nacionais e
internacionais, prestados exclusivamente pelos Correios vai sofrer um aumento
linear de até 10,641% sobre todas as tarifas e preços públicos cobrados pela
empresa nos serviços postais de monopólio. Para entrar em vigor, a medida ainda
depende de uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações,
informou o governo.
O Ministério da Fazenda informou que a expectativa dos
Correios é de arrecadar R$ 60 milhões a mais por mês com o reajuste. “O
objetivo é atualizar as tarifas em relação à inflação acumulada no último ano”,
informaram os Correios.
Os Correios ansiavam pelo aumento das tarifas desde abril.
Em dezembro do ano passado, os custos dos serviços foram reajustados em 8,9%.
No entanto, apesar do reajuste de 2015, os cálculos são de que as tarifas ainda
continuavam defasadas, em torno de 8%.
A portaria do Ministério da Fazenda com os novos valores foi
publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 20. O objetivo
é atualizar as tarifas em relação à inflação acumulada no último ano.
O reajuste médio será de 10,7% para serviços nacionais e
internacionais. O primeiro porte da carta não comercial, por exemplo, terá seu
valor corrigido de R$ 1,05 para R$ 1,15. No caso de telegrama nacional redigido
pela internet, a nova tarifa é de R$ 7,07 por página – antes, a tarifa vigente
era de R$ 6,39. A tarifa da Carta Social, destinada aos beneficiários do
programa Bolsa Família, permanece inalterada, em R$ 0,01.
Os serviços dos Correios são reajustados anualmente com base
na recomposição dos custos repassados à estatal, como aumento dos preços dos
combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários
dos empregados. As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas e
marketing direto.
As tarifas são atualizadas com base no Índice de Serviços
Postais (ISP), indicador aplicado aos serviços operados no regime de monopólio
pelos Correios. Ele é formado a partir de uma cesta de índices (INPC, IPCA,
IPCA Saúde, IPCA Transportes e IGP-M), ponderada pela participação dos grupos
de despesas da empresa

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